Arquivo do mês: novembro 2009

Dois anos depois… E quatro anos e meio antes.

Em 30/10/2007 o Brasil foi eleito como a sede da Copa de 2014. Dois anos depois ainda estamos discutindo quando iniciar as reformas e construções dos estádios e os projetos das cidades que hospedarão os jogos.

O Maracanã (RJ) deve começar sua reforma em janeiro. O Mineirão (MG) já discute adiar suas reformas para depois da Libertadores 2010 (isto é, até meados de 2010). Ainda levantam dúvidas sobre a viabilidade do Murumbi (SP) como estádio da cidade de São Paulo…

Os projetos das cidades mudaram, os preços dos projetos mudaram, até a palavra do presidente da CBF mudou (como lembra Erich Beting no post abaixo: Ricardo Teixeira dizia que não seria o presidente do Comitê Organizador da Copa).

Outras coisas não mudaram: ainda não temos o tão esperado site oficial da Copa 2014…

Na falta de informações oficiais, deixo-vos com as palavras do jornalista Erich Beting, em post publicado em seu Blog em 01/11/2009, http://negociosdoesporte.blog.uol.com.br/arch2009-11-01_2009-11-07.html#2009_11-01_20_38_58-136381883-0

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Preparemos as aspirinas

“Como é que eu posso tomar remédio agora para uma dor de cabeça que terei só daqui a três meses?”.

Essa foi a frase dita por Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, publicada neste domingo na coluna Painel FC da “Folha de São Paulo”. Teixeira se referia, no caso, a eventuais problemas que possam vir a ter as 12 cidades programadas para serem sede de jogos do Mundial.

De fato não adianta tomar remédio para prevenir a dor de cabeça, mas bem que poderíamos ter tomado diversas outras atitudes para evitar que a Copa do Mundo no Brasil se transforme numa daquelas enxaquecas terríveis de se controlar.

Ontem completaram-se dois anos da escolha do Brasil para ser sede do Mundial de 14, como sempre gosta de dizer o presidente da CBF, que também sempre gostava de dizer que não presidiria a CBF e o COL (Comitê Organizador Local) ao mesmo tempo…

Planejamento e execução são duas palavras, nesse caso, bem melhores do que uma aspirina para a dor de cabeça que já se transforma a Copa no Brasil. Há dois anos o país faz acordos políticos, troca de gentilezas e outras cositas mais em torno da discussão de como as cidades precisam se preparar para o Mundial.

Foram dois anos de tanto lobby que se esqueceu do básico, que é trabalhar. Até quinto estádio em São Paulo se cogita nessa loucura que se transformou o “caderno de encargos” da Fifa. Isso sem falar nos mamutes de Brasília, Manaus e Cuiabá, ou no despropósito que é ter mais uma arena para a prática de futebol em Recife.

É melhor começar desde já a preparar o estoque de aspirina, porque daqui a pouco vai chegar a hora de tentar controlar uma enxaqueca daquelas…

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