O texto é a coluna de Renato Maurício Prado no “Globo” de 13/03/2009, encontrada no Blog do Juca Kfouri (em: http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-03-08_2009-03-14.html), reforçando a informação que havia dado no programa CBN Esporte Clube de 12/03/2009 (que você pode ouvir na integra em: http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-esporte-clube/2009/03/12/GOVERNO-PROMETE-TORCEDOR-CADASTRADO-EM-2010-SERA.htm).
Não foi à toa que a Fifa adiou em dois meses a definição das 12 cidades que deverão ser sedes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil — o anúncio aconteceria no próximo dia 20 e agora será em maio.
Relatório técnico da Fifa diz que o Brasil não tem 12 cidades em condições mínimas de abrigar jogos do Mundial. Na maioria delas, faltam condições básicas, como rede hoteleira, de hospitais e de transportes em padrões compatíveis com os exigidos pela entidade máxima do futebol.
A famosa sede do Pantanal, por exemplo, está seriamente ameaçada: nem Cuiabá, nem Campo Grande foram consideradas aptas pelos inspetores da Fifa — que se mostram especialmente incomodados com as mais variadas pressões de políticos para eleger esta ou aquela cidade.
É a primeira vez na história das Copas que a definição das sedes e sub-sedes foi adiada.
E já há quem creia que, diante das dificuldades, o Brasil terá que se contentar com as tradicionais 10 cidades para hospedar as partidas de 2014.
Acho que a coisa mais provável é que nem Campo Grande nem Cuiabá sejam selecionadas. E acho que a motivação nem vai ser infraestrutura urbana, já que isso Campo Grande tem. Será por conta do nivel da disputa e das pressões de tapetão. Gente provinciana não se enxerga. Acho que isso acontece em todos os estados brasileiros em que há alguma disputa.
O fato é que não temos estética, somos um país cada vez mais feio, nossas cidades são indecentemente feias. Cuiabá é um horror! Só os locais não percebem, afogados no ufanismo delirante. Quem nunca saiu do país não tem referencia para saber a realidade nua e crua do lugar onde vivem.
Campo grande tem também seus defeitinhos, mas em termos de cidade, é muito melhor.
Se for falar da horrenda Belém, iria longe aqui. Goiania é uma cidade onde o povo “se acha”, mas não se enxerga. É feia e ruim. Pretensiosa e mal cuidada, com um urbanismo caipira e tacanho.
Acho não sobra quase nada……Do Rio de Janeiro violento e sujo, a São Paulo monstruosa…Belo Horizonte pífia e inchada, Brasilia interessante apenas em cartão postal (de perto ninguém é normal…..mas não precisava ser tão casinha-de-boneca…me desculpem os arquitetos, mas eu tenho vergnonha da nossa ARQUITEDURA), Florianópolis provinciana e mal pensada e mal cuidada….feinha e se achando também….Talvez Curitiba de salve…..mesmo assim com várias coisas para melhorar se quiser se equiparar a cidades européias ou norte-americanas…e só estou falando em estética e qualidade de vida, coisa que não preicsa ser feita copiando os outros, mas implantando isso com motivação local…
Enfim, essa copa é anacrônica no Brasil.
Mas voltando ao início, se tiver que haver uma sub-sede na região do Pantanal, vai ser Campo Grande. Se não, vai ser um alívio (pelo menos não se corre o risco escolherem Cuiabá e suas mazelas tropicais….arght!)
Depois de ler o comentário do internauta acima é que vimos o porquê Campo Grande não tem a mínima chance de sediar o mundial, haja vista que além de ter apresentado projetos com muitas falhas e sem viabilidade com é o caso do estádio Morenão que mesmo após construido terá cerca de 20% dos lugares com difícil visibilidade e o metrô que interligará o Morenão ao aeroporto, que é um dos MENOS movimentados do país (conforme site da INFRAERO – movimento dos aeroportos), além de que contrataram marqueteiro político para fazer a campanha, que alías é de muito “baixo nível”.
Não creio na possibilidade da FIFA reduzir o número de sedes da copa no Brasil, pois na Àfrica do Sul as cidades de Polokwane, Nelspruit e Rustenburg, sedes da copa naquele país, tem menos de 500.000 habitantes, a economia baseia-se principalmente no extrativismo mineral e pelo que é demonstrado nas fotos e nos indicativos econômicos essas cidades e seus respectivos estados são mais pobres e tem menos infra-estrutura que os das candidaturas de Fortaleza, Cuiabá, Manaus e Belém por exemplo.